Poema: “Ruptura”

Era uma corda fina e delicada
Sustentando dois corpos inclinados em frente
De um lado para o outro.

Uma dança os traz para perto
Beijos acalentados
Abraços de promessas
Planos ditados no ouvido.

Os corpos se entregam e se amam.
São sustentados de uma forma branda.
Mas os movimentos, de repente, se tornam bruscos.
As promessas se calam.

Ambos se afastam
Existe conturbação.
A corda fica bamba e começa a se romper.

E na dança insustentável
Um dos corpos de repente puxa a única linha
Que sustentava a ambos na dança.

Cada um vai para um lado.
As lágrimas vertem por todos os cantos.
Uma mão se estende
A outra mão hesita.

A corda foi levada para longe.
Partida, deixando no chão a tristeza de uma ruptura.

O ato de dizer adeus.
Um triste e despretensioso adeus.

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3 Comments Add yours

  1. Adorei o poema, deveria assinar no final! Mesmo que eu o queira partilhar não sei quem é o autor!

    1. camilahonorato says:

      Olá, Alberto, tudo bem? Obrigada pelo elogio, que bom que gostou do poema! Ele é de minha autoria mesmo. A assinatura fica logo abaixo do título do post. Pode compartilhar! Um beijo. 😘

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