Crítica Musical: Baleia faz show de novo projeto e fortalece novos cenários

A música brasileira sempre teve boas surpresas, mesmo quando o universo aponta para um caminho de excessos do entretenimento. Não resta dúvidas de que sempre tivemos mentes criativas capazes de misturar elementos de várias vertentes musicais – algo que ajuda a compor nossa identidade própria, plural e interessantíssima. Tive o prazer de conhecer o trabalho…

Diário de Bordo: um roteiro de dois dias pelo Rio de Janeiro

Nunca entendi muito bem a rixa do paulista com o carioca. Nunca entendi muito bem como podem duas terras tão distintas, de contrastes tão deliciosos e que claramente poderiam dialogar entre si no que concerne ao respeito às diferenças, permitem-se uma parcela de discussão da urbanidade contra a praia, do ketchup na pizza contra os…

Conto: As Marcas do Holocausto

Eu gostava do cheiro da flor de laranjeira. Queria que as pessoas sentissem isso quando estivessem perto de mim. Ou tivessem uma recordação de como eu costumava ser a partir desse aroma. Uma forma de ser eternizada, lembrada. Uma forma de não deixar o que passou cair no esquecimento. Eu me lembro do exato dia…

Crônica: A saga do primeiro vôo internacional

As pessoas reclamam demais. Era o que eu pensava enquanto sentava na cabine do avião e me recostava na poltrona, descascando os esmaltes das unhas e tentando controlar as borboletas no meu estômago. Tentava me manter tranquila diante daquele passo que eu tanto havia sonhado em consquistar. Mas, no meio daquele mar gigantesco de empolgação,…

Crônica: Mas afinal, existe sexo sem sentimento?

Eu tinha a convicção plena de que conseguiria ser capaz de entrar devagar e no escuro na casa dele. Tinha certeza absoluta de que conseguiria deixar um ou dois orgamos virem em uma escala discreta de intensidade para, poucos minutos depois, levantar rápido, me vestir e sair da cama dele com um único beijo na…

Meu Livro: “Seis Estações Ventosas”

“Como em cada estação de trem, cada paragem sopra de uma forma diferente. Em cada vagão, há um jeito de o peito se comprimir. Sejam com lembranças confortadoras de amores correspondidos; com a confusão causada por paixões platônicas que acabaram optando por não ficar; com a dor e o delírio provocado pelos efeitos devastadores de…

Crônica: Se você ama ou gosta, demonstre

O homem que me acolheu tinha um silêncio confortador, olhos gentis e mãos lindas. Era o tipo de conforto que eu precisava sentir no inverno de mares desconhecidos: sem a necessidade de toques com segundas intenções, mas com conversas prudentes, filmes e café quente. Meses se passaram, e então esse mesmo homem de silêncio confortador…