Poema: Sopro na Janela

Faz frio do lado de fora
E a chuva incessante na cidade joga gotas de dor e lágrimas na janela.
O vento entra pelas frestas da porta
Joga sopros gélidos de tremor e tristeza

Um dia nublado tem gosto de saudade
A chuva incessante é a incorporação da melancolia
Um desejo de volta, uma mensagem que nunca surge na tela do celular
Um pensamento esgotante de saber
Onde estará e o que faz aquele a quem se declarou amor.

A cidade continua com seus sons de caos.
Nada pára do lado de fora.
Os carros buzinam, as lâmpadas das casas e dos prédios se acendem e se apagam
O movimento de vai e vem das pessoas segue como que no piloto automático.
Mas do lado de dentro, a televisão ligada anuncia uma coisa qualquer.
Não se ouve um som que faça sentido.
A música tem notas vazias e cantos distantes
O gosto amargo na boca traz um mar de incertezas.

Um dia nublado tem gosto de saudade
A chuva incessante é a incorporação da melancolia.

E aqui dentro, no âmago, faz tanto frio…

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