Crônica: A arte de ser feliz consigo mesmo

Bastar-se é genuíno, saudável, acolhedor. É um ato de amor consigo mesmo, com sua independência, com sua vontade de estar bem em sua própria companhia.

A vida inteira somos ensinados de que precisamos de outra pessoa para nos sentirmos completos. Isso é o mais singelo dos mitos. Nossa felicidade não depende de terceiros. Depende de nós mesmos.
É preciso amar-se como se não houvesse amanhã para só então amar o outro. É preciso estar em paz consigo mesmo antes de procurar acalento em outra pele e outro lar que não sejam seus. É preciso amar seu próprio corpo, amar sua pele, sua voz. Amar tua história, tuas dores, tuas cicatrizes, tuas conquistas e teus sonhos. É preciso amar-se, pois, acima de qualquer coisa.

into the wild
Cena de “Na Natureza Selvagem” | Crédito: Divulgação

A vida só está completa e só faz sentido se pensarmos com carinho em nós mesmos e nos amarmos. O amor próprio é, sim, uma fonte inesgotável de felicidade. Uma fonte acolhedora e sublime. Um ato simples, mas que exige grande sabedoria e maturidade para ser alcançado plenamente.

Nunca deixem que te façam pensar que tu não podes ser feliz sozinho. Que autosuficiência é um erro egoísta. Tu não precisas abdicar de si para ajudar e amar o próximo. É teu amor por ti mesmo que impulsiona atos de generosidade. Quem está bem consigo mesmo tem energia de sobra para impulsionar conquistas alheias. E não o contrário.

Amar-se não é errado. Amar-se é uma glória. Um passo forte e puro para sentir-se completo. E, acima de tudo, único.

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