Crítica de Cinema: “Não Me Abandone Jamais” faz reflexão dramática sobre o ser humano

Tempos atrás, estava procurando por filmes novos, querendo escolher um de ares melancólicos pra combinar com a tarde chuvosa que fazia no dia. Era uma daquelas tardes que você se enfia debaixo dos cobertores dentro de casa, toma um belo de um chocolate quente com bolo e não pensa em mais nada que não seja filmes e preguiça. Não quero pregar a pirataria aqui porque não é uma coisa que eu deva concordar, mas ela acaba sendo útil muitas vezes. Por exemplo: te permite ver alguns filmes antes mesmo do seu lançamento, como foi esse o caso.

Quando vi a capa e o título do longa que nomeia esse post, pensei que se trataria de um drama, bem romântico. Minhas expectativas não foram atendidas: foram superadas. Eu esperava encontrar um roteiro mais simples, e até fofo – isso sem ter lido nem a sinopse pra saber do que se tratava. Aliás, se querem um conselho: não leiam sinopses. E se quiserem seguir o conselho à risca, parem de ler esse post: não há nada mais gostoso do que ser surpreendido a ponto de nem conseguir adivinhar o que vai acontecer (foi assim comigo nesse filme e no excelente Na Natureza Selvagem).

Crédito: Divulgação

Minha ideia ao produzir essa crítica era a de justamente contar muitos detalhes do filme, fazer grandes reflexões e conclusões. Mas ao ler a crítica que o próprio Rubens Ewald Filho fez, decidi não descrever tanto quanto eu planejava. Porque, assim como ele próprio disse em seu blog, o grande barato é ser surpreendido – e revelar muito acaba tirando a grande motivação dele.

Inspirado no livro homônimo de Kazuo Ishiguro, o longa retrata a história de crianças que são educadas numa escola misteriosa e muito fechada. Todos eles são incentivados a se aproximar da arte, criando desenhos e até peças de teatro. Três personagens ganham destaque: Kathy (Carey Mulligan), Tommy (Andrew Garfield) e Ruth (Keira Knightley), que criam uma amizade um tanto quanto conturbada formando uma espécie de triângulo amoroso. Há uma finalidade para a educação que a escola dá aos alunos – eis o segredo que quando descobri no meio do filme fui atingida por uma surpresa tão grande que até me assustou. Os jovens crescem se preparando para o objetivo final, criando esperanças em relação ao seus respectivos futuros, o que deixa o espectador esperançoso também.

Crédito: Divulgação
Crédito: Divulgação

Sim, a melancolia que eu queria na tarde de chuva foi finalmente atingida. Criei expectativas sobre o fim da história, e me emocionei muito com ela. Aliás, o impacto que o segredo tem é bem forte: se prepare para dizer coisas como “Nossa, que isso?!” ou “Meu Deus, mas por quê?!”. No fim das contas, traz reflexões muito produtivas sobre a própria natureza humana e dos absurdos que ela atinge.

Não se engane com o título de Não Me Abandone Jamais. ao contrário do que pensei no começo quando busquei a capinha do DVD, não se trata de uma história exclusivamente romântica: o tema central é uma ficção científica que foge do comum – e impressiona!

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