Crítica de Cinema: “Amanhecer – Parte 1” recorre a elementos do terror

Conferir estreias de perto sempre é um grande risco, ainda mais se tratando de adaptações de best-sellers. “Harry Potter” era uma saga típica que nunca me deixava mentir: era um perrengue conseguir comprar ingressos, de modo que eu sempre tinha que recorrer às vendas antecipadas. Daí você me pergunta: “por quê você simplesmente não deixa para ver o filme depois, quando a bagunça acalmar um pouco?”. A realidade é que eu tenho o grave problema de ser ansiosa e curiosa pra tudo, e com filmes não podia ser diferente. Fora que dá um gostinho diferente ver um filme logo na estreia.

Muitas pessoas se surpreendem quando digo que sou fã da saga “Crepúsculo”. Principalmente porque muitas delas têm um nítido preconceito com a história: Edward é classificado como “viado”, Bella é a songa-monga, Jacob é o lobisomem depilado que nunca consegue usar camisa, entre tantos outros adjetivos. Como já havia explicado anteriormente no post sobre “Coisas que gostamos em segredo”, Crepúsculo fez parte de um momento muito importante na minha vida, onde todas as minhas desilusões amorosas ganharam um novo e positivo significado. Gosto bastante dessa atmosfera melancólica proporcionada pelos livros, somadas a um romance puro e quase impossível. Já os filmes não me cativam tanto: vejo vários erros nos efeitos especiais, falhas nas interpretações, falta de química entre os protagonistas, etc. Mesmo assim: obrigo-me a correr pro cinema só pra conferir como serão as adaptações. Como já disse, sou bem ansiosa e curiosa…

De todos os filmes , “Amanhecer” foi o que mais se aproximou do ideal que eu tinha da adaptação certa para o cinema, por uma série de fatores. Primeiro: Kristen Stewart sempre me deixou decepcionada com suas atuações, e no começo do filme parecia que não ia ser diferente. No entanto, o desenrolar da história me mostrou uma nova face dela como atriz: aquela que se desprende de suas próprias manias para se entregar ao personagem. A entrega ainda não é completa, mas ela mostra um certo amadurecimento. E eu sinceramente espero que ela melhore 100% agora.

Segundo: muitas cenas ficaram exatamente como eu imaginei. A cena do casamento contou com um vestido incrível desenhado pela Carolina Herrera e ganhou uma trilha sonora que combinava perfeitamente: “Flightless Bird – American Mouth”, do Iron & Wine – que inclusive toca na cena final do primeiro filme da saga, quando Edward e Bella dançam sozinhos no baile. Deu leveza na cena.
A cena de sexo também seguiu a mesma linha. A escritora não dá muitos detalhes, mas o que eu imaginei foi exatamente aquilo: algo leve e ao mesmo tempo sugestivo, típico de um romance entre uma humana e um vampiro. Com direito à destruição do quarto e hematomas pelo corpo da personagem.
Pra completar: a cena do parto da Bella foi incrível. Tensa e sanguinária como eu imaginei. O diretor está de parabéns!
Plantão mulherzinha: Robert Pattinson  falando português com aquele sotaque é uma das melhores coisas do filme. Não teve pro Taylor Lautner.

Crédito: Divulgação

Mas claro que nem tudo é um mar de rosas. Ainda faltou algumas coisas que poderiam deixar o filme completamente bom. Primeiramente porque Bill Condon tentou aproximá-lo mais ao terror do que do romance, o que resultou em algumas cenas meio trash e desnecessárias (como o pesadelo mal feito da Bella na véspera do casamento). A cena em que os lobos conversam entre si através de seus próprios pensamentos também tinha tudo pra ser tensa, mas só o que conseguiu foi arrancar gargalhadas e expressões como: “Que cena escrota!” dentro do cinema. E Robert Pattinson e Kristen Stewart ainda devem muito na química entre ambos: é tudo meio superficial (o que só me faz pensar que o romance seja uma fachada na vida real).

E vamos combinar: ouvir aquelas meninas gritando o tempo todo por qualquer coisa é de tirar qualquer um do sério. Coisa mais irritante, senhor!

Se vale o ingresso? Sim. Pra quem curte a saga, é uma boa pedida para uma adaptação razoável. Até para quem não gosta tenho notado alguns elogios, sobretudo nas cenas de luta entre vampiros e lobisomens. Mas até chegar numa boa categoria… Bom, não tenho jeito: é uma saga que sempre vai dever muito nos filmes. O que é uma pena.

A FABULOSA TRILHA SONORA

Crédito: Divulgação

Se tem uma coisa que a saga “Crepúsculo” sempre teve de bom foi a trilha sonora. Tudo começou no primeiro filme com “Decode” do Paramore – feita especialmente para Edward e Bella, além de “I Caught Myself”. Outras ótimas músicas também estiveram presentes, como “Leave Out All The Rest”, do Linkin Park, “Spotlight (Twilight Mix)”, do Mute Math, “Eyes on Fire”, do Blue Foundation, e a sensacional “Supermasive Black Hole”, do Muse. Além disso, o protagonista Robert Pattinson também deu o ar da graça com duas músicas próprias na trilha sonora: “Never Think” e “Let me Sign” – o que me faz pensar o por quê dessa praga não ter gravado o CD que ele tanto quer até agora. É sério: ele toca muito e canta bem.

“Lua Nova” teve “Possibility” da Lykke Li e “Meet Me On The Equinox”, do Death Cab For Cutie. Já em “Eclipse” foi a vez do Muse dar o ar da graça novamente com “Neutron Star Collision”.

A parte instrumental dos filmes fica por conta de Carter Burwell, que compôs a linda “Bella’s Lullaby”.

Já em “Amanhecer”, a responsa de compôr uma música pro filme ficou com o Bruno Mars, que deu muita conta do recado. Me impressiona muito a voz dele e a incrível habilidade que ele tem de atingir timbres mais agudos. Resultado: “It Will Rain” é linda!

Escutem muito os nomes que eu indiquei. E aproveitem pra conferir o vídeo da trilha sonora mais recente aí embaixo!

 

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