5 dicas preciosas para economizar em viagens

Imagine a seguinte situação: você está programando a viagem dos seus sonhos, seleciona com cuidado os melhores roteiros de viagem e os pontos turísticos que mais deseja visitar. Até que, na relação final do orçamento, aparece um valor exorbitante que vai muito além do que você tinha pensado inicialmente.

Viagens estão entre os investimentos mais incríveis que você pode fazer na sua vida. Com elas, uma bagagem enorme de coisas que não tem preço vem junto, como novas experiências, novas amizades e muito conhecimento. Na minha primeira viagem internacional para Portugal, eu tinha 350 euros para passar 20 dias entre Lisboa, Sintra, Cascais e Estoril.

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Até chegar no conforto da cabine e na visão das nuvens no ar, vale planejar tudo pra economizar o máximo possível | Crédito: Tim Gouw/Unsplash

De início, me programei para recorrer a um dinheirinho extra no cartão de crédito caso a grana me faltasse. No entanto, consegui passar esse período com esse mesmo orçamento, sem susto e sem sufoco.

Usando minha experiência de estudante universitária e freelancer, te dou algumas dicas de como economizar o máximo possível quando a sua escolha for atravessar outros mares, oceanos e horizontes. Bora lá:

1- Troque hoteis e albergues pela casa de locais

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Compartilhar o mesmo espaço com outras pessoas, a princípio, pode parecer assustador. Mas sabendo respeitar o espaço e sendo respeitado, a lição de convivência está formado. O dinheiro fica no bolso | Crédito: Patrick Perkins/Unsplash

Quando escolhemos nosso destino de viagens, é muito comum recorrermos a lugares onde parentes e amigos vivem para economizar com o dinheiro da hospedagem e, de quebra, revermos pessoas importantes na nossa vida. Pisar em Portugal foi assim: ter a ajuda e o carinho de um amigo de longa data que fixou residência por lá, me apresentou pessoas maravilhosas e deu dicas para turistar.

Na ausência de alguém de confiança do seu ciclo de amizades ou da família, vale a pena arriscar e dar uma chance a novas formas de se hospedar e que estejam de acordo com as nossas novas ideias de economia colaborativa e criativa. O Worldpackers, por exemplo, oferece hospedagem em hoteis e albergues gratuitamente em troca de serviços, que podem incluir recepção, cozinha, jardinagem e afins – uma boa forma de fazer novos contatos, treinar outro idioma e desenvolver atividades bacanas. O Couchsurfing, por outro lado (onde estou cadastrada e já usei), te conecta com locais que estejam dispostos a oferecer o sofá ou um cômodo da casa gratuitamente. Se isso te dá receio, então leia as minhas dicas de como usufruir do aplicativo da melhor forma possível e se prevenir de furadas.

2- Faça uma pesquisa completa e liste os restaurantes com melhor custo-benefício para o seu orçamento

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Acredite: você vai se divertir no processo de pesquisar lugares com bom custo-benefício pra comer. Mais ainda se decidir cozinhar para seus parceiros na viagem | Crédito: Stefan Johnson/Unsplash

Comida é uma grande questão, já que está entre os maiores gastos que os viajantes têm em suas jornadas, além das famosas comprinhas. Aqui, vale usar sites e portais de viagens para pesquisar restaurantes locais, ler o depoimento de outros turistas, dar uma checada no cardápio e nos valores médios cobrados por pessoa.

No meu caso, uma das minhas cartadas para economizar foi aproveitar o carinho e a vantagem de ter um lugar pra ficar para mostrar meus dotes culinários e mimar a família que me recebeu (aliás, na Europa, o valor cobrado nos mercados estão muito abaixo do que costumamos desembolsar). Além disso, com o garimpo que fiz na dica anterior, separei uma relação de bares e restaurantes bacanas para comer com pouco dinheiro em Lisboa e arredores.

3- Prefira usar dinheiro vivo a cartões de crédito e cartões pré-pagos

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O truque é saber cuidar e guardar bem. Só. De resto, não tem surpresa nem gasto extra | Crédito: Allef Vinicius/Unsplash

Ir além do orçamento inicial que você separou pode ser uma grande furada. O resultado final pode ser tanto uma surpresa desagradável quanto uma dívida. Cartões pré-pagos e cartões de débito internacionais precisam ser minuciosamente pesquisados nos estabelecimentos, porque é muito comum você se deparar com lugares que não aceitam essa opção de compra. Além disso, além da conversão, é cobrado 6,38% de IOF em cima das compras, o que diferencia muito na precificação final.

Separando um valor prévio que esteja de acordo com as necessidades do teu bolso, você evita surpresas e ainda se diverte no processo do garimpo. É uma boa chance de se aproximar dos locais, inclusive, ao pedir dicas de lugares para comprar e comer com pouco dinheiro. Só vale ficar atento com a segurança ao guardar suas notas: opte por guardar o dinheiro em lugares seguros, com cadeado, e deixar na carteira somente o valor que você vai usar em cada dia.

4- Priorize experiências ao turismo de consumo

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Converse, passeie, tome notas, fotografe… Isso é, na realidade, do que as viagens são realmente feitas. E ninguém pode tirar isso de você | Crédito: Annie Spratt/ Unsplash

A princípio, parece irresistível não comprar aquele monte de lembrancinhas pra família ou usufruir do fato de que muitas marcas no exterior, sobretudo na Europa e nos Estados Unidos, cobram valores absurdamente menores do que aqueles praticados no Brasil. Isso faz a gente querer fazer estoque.

Mas é fato: priorizar experiências ao turismo de consumo não só reduz as surpresas negativas na sua conta, como vai trazer à sua memória uma coisa que ninguém jamais será capaz de tirar de você: boas vivências. Aqui, vale trocar outlets por poucos itens produzidos por produtores locais e lojistas (esse último, aliás, inclui muitos imigrantes que desejam refazer a vida e oferecem roupas, acessórios e objetos por preços camaradas), mas também aproveitar seus momentos sozinha(o) em passeios por parques, museus e afins.

Uma das coisas que eu mais gostei na Europa era poder sentar em qualquer lugar e contemplar as vistas que me são pouco familiares, tomando um copo de vinho barato, lendo um livro e fotografando essas visões – um baita exercício de profundo autoconhecimento e que a gente não faz tanto por aqui por aspectos culturais e pura falta de hábito. Viajantes que exploram alguns destinos na Ásia e no Oriente Médio constantemente aproveitam a alma absolutamente hospitaleira desse povo para almoçar e jantar em suas casas, conhecendo suas famílias e trocando experiências.

Voltei pra cá com um cartão-postal e alguns pasteis de nata para o pessoal de casa. Mas o que vivi por lá foi tão intenso que, até hoje, me pego segurando o choro de saudade quando minhas memórias me transportam pra lá.

5- Use cupons de desconto e garimpe ofertas na internet

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Garimpar na internet e usar cupons de desconto ajudam muito no orçamento da viagem. O Cupom Válido, por exemplo, é uma das opções | Crédito: Christin Hume/Unsplash

O garimpo começa logo pelas passagens aéreas. Nesse caso, vale uma dica: se for pesquisar valores de passagens muitas vezes ao dia, use o navegador no modo de janela anônima para evitar registros nos sites, que aumentam as oscilações nos valores. Comprar bilhetes com antecedência excessiva pode ser uma furada e fazer com que você perca descontos, já que essa antecipação não é garantia de preço reduzido.

Além disso, assim como a gente usa aqueles bilhetinhos camaradas para sair pra jantar ou fazer boas compras, os cupons de desconto também são uma mão na roda para ajudar a gente a economizar em viagens. No Cupom Válido, por exemplo, dá pra pegar um descontão tanto nas passagens aéreas, já que eles oferecem redução nos valores de empresas como a 123 Milhas e em diversas companhias aéreas, como na hospedagem, com redução nas tarifas em hoteis cadastrados no Booking.com e nas casas registradas no Airbnb.

E aí, gostou? Já teve uma viagem onde você economizou bonito e gostaria de compartilhar suas dicas comigo? Então me escreva nos comentários! ♥

Leia mais sobre turismo: Relatos de viagens e dicas para turistar

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