Mystery Blogger Award: curiosidades sobre a escritora por trás desse projeto

Minha gente, eu demorei um tempo ridículo pra postar os textinhos desse prêmio aqui no blog. Não por desinteresse, já que eu amo responder perguntas divertidas e estimular outras pessoas a fazer o mesmo para conhecê-las. Mas por falta de tempo e vergonha na cara. Agora me restou freelas esporádicos e um tempo delícia pra me dedicar ao blog. Então cá estamos nós!

Obrigada, Tatiana, autora do Lithium – Pensamentos Soltos. ♥ É muito bacana saber que tenho pessoas como você, que admiram meu trabalho, leem os textões que escrevo e que fazem parte dessa leva de produtores de conteúdo, que fazem isso pelo prazer de escrever e compartilhar a visão de mundo que temos com outras pessoas.

A definição é a seguinte:

mystery-blogger-award

“O ‘Mystery Blogger Award’ é um prêmio para blogueiros “que cativam, inspiram e motivam através de suas postagens criativas. São reconhecidos pela intensa dedicação em criar com versatilidade e amor o que escrevem”.

As regras para o prêmio são:

1. Colocar o logo/imagem do prêmio no seu blog;
2. Listar as regras;
3. Agradecer a quem o nomeou e fornecer um link para seu blog;
4. Mencionar o criador do prêmio;
5. Conte a seus leitores três coisas sobre você;
6. Nomeie até dez pessoas;
7. Notificar os seus indicados comentando no seu blog;
8. Peça a seus candidatos que respondam cinco questões de sua escolha, perguntas estranhas ou engraçadas;
9. Compartilhe um link para sua melhor postagem.

Tudo certo? Então bora aí!

3 FATOS SOBRE MIM

1. Fui alfabetizada aos 4 anos e, desde então, ler e escrever se tornaram uma das minhas paixões

Crédito: Mi Pham/StockSnap
Crédito: Mi Pham/StockSnap

Eu sou fascinada pelas palavras desde que me conheço por gente. A grande inspiração por trás da minha curiosidade insana pela leitura foi minha mãe, que eu admirava em silêncio enquanto ela se encostava em algum momento do dia no sofá de casa para ler um daqueles livros grossos e pesados. Meu sonho era parecer tão culta, bonita e interessante quanto ela nesses momentos de introspecção. Aos poucos, enquanto outras crianças mais velhas foram sendo alfabetizadas na turma, mostrei para a minha professora o meu interesse em aprender a ler e a escrever, mesmo que eu ainda não estivesse na dita idade adequada para tanto. Ela respeitou minha vontade, me ensinou o que eu queria e, ao mesmo tempo, me inseriu no universo que abriria portas para a minha imaginação.

Minhas leituras favoritas passaram a ser contos de fadas, em suas versões mais sombrias e recheada de ilustrações complexas, além de histórias curtas e de cunho emocional que, ao mesmo tempo, despertavam minha curiosidade e levavam minha mente para bem longe. Vocês podem ver algumas indicações desses livros através desse link. Em contrapartida, eu comecei a escrever minhas próprias histórias e relatos em diários e cadernos que eu guardava como uma mina de ouro. Pra mim, aquelas palavras eram uma preciosidade.

2. Tive insônia durante a maior parte da minha vida. E foi cruel. 

Crédito: Alex Boyd/StockSnap
Crédito: Alex Boyd/StockSnap

Como vocês podem constatar no item acima, ser precoce foi uma das primeiras experiências que tive na minha vida de estudante, tornando-me uma criança um ano e alguns meses adiantada nas turmas – o que acabou perdurando durante uma parte considerável da minha vida acadêmica. E isso me prejudicou de diversas formas, me trazendo dificuldades de acompanhar matérias e de me enturmar quando criança. Foi uma porta para o bullying em muitos aspectos, já que me faltaram defesas e maturidade em diversos momentos. E isso piorou um problema psicológico que me acompanha desde os primórdios: a insônia.

Não era um caso simples: eu passava noites inteiras sem dormir e não compensava o sono durante o dia. Eu tinha muito medo da noite, tinha medo dos demônios que minha mente criava, tinha medo de dormir sozinha, medo do escuro… Nesses momentos, o que me salvou foi a arte em suas diversas formas, como em filmes, livros e músicas. Esse tempo que eu tinha de sobra durante as madrugadas me renderam maratonas ininterruptas de Harry Potter, por exemplo. E eu me apegava a isso para não enlouquecer de medo.

Eu só fui tratar o problema em meu recente surto depressivo, ao final de 2015 e começo de 2016. Muita psicoterapia e remédios controlados depois, cá estou dormindo sem precisar sentir medo. Se perco o sono, uma leitura leve e meu abajur me salvam. Nunca mais senti medo e esse despertar esporádico acontece uma única vez em intervalos de longas semanas e duram, no máximo, duas horas – sem remédios para dormir. Esse é o efeito de um bom acompanhamento médico e de seriedade no tratamento. Até chegar aqui, foi um tormento de anos, profissionais e remédios que não surtiram efeito. E se você tem esse problema e está lendo esse texto, saiba que não precisa passar por isso e que essa cura/controle pode chegar antes do que você imagina. ♥

3. A arte é o meu alicerce. Música, teatro e literatura moldaram meu caráter

Crédito: Mr Cup / Fabien Barral / StockSnap
Crédito: Mr Cup / Fabien Barral / StockSnap

Dizem que um dos efeitos da neurodivergência (me considero assim apesar da cura da depressão e da insônia, já que tenho Transtorno de Ansiedade Generalizada e tomo minhas sessões de psicoterapia para aprender a lidar completamente com a danada) é uma mente aberta a criações artísticas das mais variadas formas. Eu não discordo nem um pouco: os momentos de tensão ou de alegria fazem com que a gente tenha a capacidade de escrever bons textos, desenhar ou pintar quadros inacreditáveis, tocar instrumentos, cantar, interpretar… Não é um dom em decorrência do problema, mas uma forma de lidar com ele.

É difícil eu encontrar algum artista, na maior acepção da palavra, que não tenha se deparado com esses episódios em algum momento da vida. Um dos homens que foi meu chefe na redação da Viagem e Turismo, que tem livros publicados, é baixista de uma banda e toca um projeto de investigação sobre a felicidade (o Gluck Project, em parceria com uma das jornalistas que mais admiro na vida e que é sua esposa) disse em um de seus posts em redes sociais que usou a música como válvula de escape para conter crises de pânico. Tenho uma grande amiga que escreve, desenha, cria projetos visuais admiráveis e ama todas as formas de arte possíveis e que lida com transtorno Borderline, assim como uma outra colega de trabalha, escritora incrível e que faz com que eu me delicie com seus textos. Uma colega jornalista, que também escreve maravilhosamente bem, lidou com uma anorexia grave na vida. Isso pra não falar de tantas pessoas que criaram obras imortais, muitas das quais, infeliz e dolorosamente, já nem se encontram entre nós.

Isso tudo é pra dizer que, assim como tive problemas psicológicos que quase me levaram a perder a sanidade, me apoiei em bons e maus sentimentos para usar a arte como válvula de escape. Isso me fez ler uma quantidade absurda de livros e a criar textos aos montes, a fazer aulas de voz, violão e teclado para desenvolver dons e ficar mais próxima da música, que tanto me faz bem e, além disso, pisar em palcos para exercícios de expressão corporal, interação, interpretação. Interpretar papéis foi/é uma coisa que me motiva e me acalenta. Ser atriz foi o sonho da minha adolescência e, atualmente, é um dos fortes candidatos a trabalhos esporádicos que tenho buscado. Quem sabe? Mesmo que não seja uma fonte de renda, é um hobbie que nunca pretendo abandonar, por mais espaçados que sejam os projetos livres com o quais me envolvo.

NOMEAR PESSOAS

Crédito: Matthew Henry/StockSnap
Crédito: Matthew Henry/StockSnap
  1. Querida Asquini
  2. Subterfúgios
  3. Bia Jiacomine
  4. Calma, Camila (volte a escrever, besha. Pelo amor da Deusa!).
  5. Débora Nisembaum

CINCO PERGUNTAS PARA RESPONDER

Crédito: Freddy Castro/StockSnap

1. O que te motivou a fazer o blog?

Eu escrevo no blog desde 2010, ano em que criei uma página no WordPress para testar minha capacidade e desenvolvimento com textos durante a faculdade de jornalismo. Aos poucos, ele foi ganhando uma forma mais densa, e eu fui amadurecendo enquanto produtora de conteúdo. No começo, ele atendia pelo nome de Palavras Em Vertigem, antes de se tornar, em 2016, o Menina da Estrada.

Eu passei muitos meses sem escrever entre 2015 e 2016 graças às crises de ansiedade e ao diagnóstico de depressão. Resolvi mudar o nome e transformá-lo em domínio/negócio de vida depois de trabalhar como redatora da VT. Queria que o novo nome fosse mais memorável para as pessoas e que englobasse algo que sempre remetesse uma ideia de movimento, mudança. A tudo o que nos move. Nesse caso, seria trabalhar com conteúdo de turismo, cultura e publicação de crônicas e poemas para acalentar as pessoas e fazê-las sonhar.

2. O que você mais gosta em si mesmo?

Minha capacidade de me reinventar, não importa a circunstância. De continuar tentando, de buscar novos desafios, de ser determinada a alcançar o que mais amo, tentando ao máximo não desanimar.

Crédito: Naomi Hutchinson/StockSnap
Crédito: Naomi Hutchinson/StockSnap

3. Qual o seu maior sonho?

Publicar livros que toquem as pessoas. Viajar para todos os lugares lindos e fascinantes que minha personalidade quer alcançar. Ter uma família, uma casa confortável e muitas histórias boas para contar para os meus netos, junto ao meu parceiro de vida que eu amo mais do que posso descrever.

4. Qual sua comida favorita?

Sinceramente, eu gosto de comer de tudo. E meus cardápios são inconstantes e bem diferentes entre si. Eu como uma feijoada e uma dobradinha com a mesma reverência que eu devoro um prato de massa italiana. Amo tanto acarajé quanto steak tartar e sashimi de polvo e salmão. E essas são só algumas das minhas comidas favoritas. Meu Deus, como eu amo comer!

5. Doce ou salgado?

Salgado, sem dúvida. Mas sou fissurada por chocolate, bolos gordinhos, tortas e chessecake. Uma sobremesa pra coroar o almoço sempre cai bem!

CINCO PERGUNTAS PARA OS MEUS INDICADOS

Crédito: Emily Morter/StockSnap
Crédito: Emily Morter/StockSnap
  1. Qual é a situação mais difícil que você já teve que enfrentar?
  2. Se você pudesse escolher um lugar para visitar na vida, qual seria? Por quê?
  3. Você acredita em Deus ou em alguma força sobrenatural? O que motiva sua crença ou a falta dela? Qual é o seu pensamento sobre o assunto?
  4. Você já viveu alguma situação de preconceito por motivos diversos? Como você lidou com isso e como você acha que podemos agir como pessoas para superar essa, que é uma de nossas falhas humanas mais obscuras?
  5. Cite cinco livros e cinco músicas que mudaram sua vida e me explique o por quê.

LINK PARA A MELHOR POSTAGEM

Crédito: Kelly Brito/StockSnap
Crédito: Kelly Brito/StockSnap

Misericórdia, isso é quase impossível! Mas vamos lá, coloco aqui o link pro post de melhor desempenho no blog, sobre curiosidades de Campos do Jordão, e pro meu textão favorito, inspirado por uma viagem pacata, melancólica e tediosa em Minas Gerais. Apesar de tudo, a experiência me ensinou muito.

 

Eu gostei, e vocês? Escrevam mais, gente. É tão gostosinho… Beijos de luz e sintam-se abraçados. ♥

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4 Comments Add yours

  1. Tati says:

    Adorei, muito bom conhecer mais sobre você! 🙂
    Me identifiquei em relação a depressão e ao medo da noite (apesar de não ter insônia) principalmente na minha adoslescência. Música e mangás sempre me ajudaram bastante.

    1. camilahonorato says:

      A arte sempre ajuda a gente a superar todos os momentos difíceis, né. Mas sobre a tua depressão: como ela tá? Tá tudo bem contigo hoje em dia? Como você lidou ou lida?

      1. Tati says:

        Verdade, ajuda mesmo.
        Tá controlada, dentro do possível. Os remédios estão fazendo o seu papel, mas agora falta eu tentar mudar certos pensamentos. To fazendo terapia pra isso, mas enfim, enquanto isso, vivo em altos e baixos.

  2. camilahonorato says:

    Eu entendo isso muito bem. Tive uma recaída agora com o término do relacionamento. Mas vivendo um dia de cada vez, a gente vai nutrindo as esperanças de melhorar de uma vez por todas. ♥

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