6 provas de que ficar em casa não é sinônimo de vagabundagem

“Estou passando um tempo em casa”. “Não estou trabalhando fora”. “Trabalho em casa”. Essas são algumas frases que eu venho escutando muito há algum tempo e que, nos últimos meses, com os rumos loucos que a economia brasileira tem tomado, vem se tornando cada dia mais frequente. Com a crise e o aumento do desemprego, a realidade é que cada vez mais gente recorre a trabalhos autônomos ou bicos temporários pra se manter.

O problema disso tudo é a forma como muita gente recebe essas afirmações de terceiros. Há um lado obscuro na nossa cultura, fruto do corporativismo, que acredita fielmente que o fato de não trabalhar na rua torna uma pessoa improdutiva, encostada. Quando alguém diz que está desempregado, para muitos, a imagem que surge à mente é a de um indivíduo infeliz sentado no sofá, assistindo televisão o dia inteiro – e logo surgem palavras consoladoras para que o mesmo não se sinta culpado por revelar essa informação. Mas o questionamento que faço é: será que essa pessoa está realmente na situação que você imagina que ela esteja?

Crédito: StockSnap
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Vejam bem: minha intenção não é diminuir o problema do desemprego e a frustração pela qual pessoas extremamente competentes e qualificadas enfrentam, ainda mais tendo que compensar tantos gastos como despesas de casa, estudos e até o sustento da própria família. Há vários perfis de pessoas que necessitam de um emprego, desde pais e mães até jovens em busca de uma primeira oportunidade. Mas o que quero apontar é que ficar em casa pode trazer oportunidades muito boas para desenvolvimento pessoal, ócio criativo e até inspirar novas ideias de trabalho. Leiam abaixo algumas alternativas:

  1. Fazer cursos gratuitos – tanto onlines quanto presenciais
Crédito: Death To Stock
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Há uma oferta enorme de cursos gratuitos online que oferecem até certificados, tais como os cursos da FGV Online, ESPM Online, Senai, Enap e muitos outros, com opções que variam de história, empreendedorismo, comunicação, idiomas e até diferentes modalidades de tecnologia. Eu testei alguns deles e posso dizer que é uma ótima ferramenta para aprender coisas novas, se atualizar e ocupar a cabeça.

Além disso, há lugares como SESCs, museus e até centros culturais que promovem cursos e oficinas de curta duração. Em São Paulo, alguns bons exemplos são as aulas abertas da Casa do Saber, que incluem palestras e leituras dramáticas de teatro, museus como a Casa das Rosas e o Itaú Cultural, com oficinas de artes, entre outros. Para quem quer aprender uma nova língua, os aplicativos Busuu e o Menrise podem ajudar muito! Basta que se tenha empenho, vontade e disciplina.

LEIA MAIS: Onde fazer cursos gratuitos e rápidos em São Paulo (SP) – Viagem e Turismo

2. Cuidar da casa

Crédito: StockSnap
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Pode parecer uma alterativa boba, mas cuidar do próprio lar tem poderes terapêuticos que muitos desconhecem. Muitas pessoas que possuem um cantinho pra chamar de seu, seja alugado ou comprado, encontram em tarefas domésticas uma distração, o que quebra alguns dos protocolos mal falados e desvalorizados sobre essas atividades. Lavar a louça, lavar a roupa, fazer faxina, cuidar dos móveis, das plantas e dos pets, além de brincar com eles dão um astral diferente em cada espacinho e te libertam de ficar o tempo inteiro grudado na tela do computador ou do celular.

Nunca desconfie do poder de um aspirador de pó, de uma vassoura e de eletrodomésticos de limpeza – e muito menos encane sobre que outras coisas você poderia estar fazendo. Simplesmente coloque a mão na massa, bote uma musiquinha pra tocar e se livre do complexo de ter que sair de casa pra se sentir útil de alguma forma.

3. Despertar o prazer inenarrável das atividades manuais

Crédito: StockSnap/Tim Arterbury
Crédito: StockSnap/Tim Arterbury

Você já se perguntou porque tantas atividades manuais estão voltando a ter o seu valor nos dias de hoje e porque tantas pessoas as procuram? Tricô, crochê, desenhos, pinturas e artesanato transportam a mente pra lugares delicados e cheios de vida e alimentam o espírito com um frescor indescritível. Além disso, escrever à mão, costurar, customizar roupas e sapatos, cozinhar e tocar um instrumento também são uma ótima distração e despertam o lado criativo, além de trazer boas ideias pra vida.

Reserve alguns dias da semana pra uma ou mais dessas atividades com as quais você mais de identifica, abstenha de distrações, crie um espaço confortável para realizá-las e deixa a imaginação fluir livremente!

4. Ler livros

Crédito: Death To Stock
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Além dos cursos livres e gratuitos que eu já citei, ter um tempo livre pode fazer você tirar a poeira dos livros que nunca encostou ou não terminou. Ler um livro é mais do que um exercício intelectual: ele tem um valor estético e sentimental muito grande. Ou você vai dizer que nunca viu um sentido poético em abrir um exemplar lindão e tomar uma bebida gostosa enquanto seus olhos se alimentam com os vários sentidos que as palavras trazem?

Além dos livros físicos, a tecnologia também pode e deve trabalhar a seu favor nessas horas. Há muitas opções de e-books que podem ser baixados gratuitamente – desde clássicos da literatura brasileira a livros de auto-ajuda e esoterismo. E é claro: há vários sites que produzem conteúdo de qualidade e que te trazem informações eficazes sobre vários assuntos. No universo digital, basta filtrar o que mais te apetece.

5. Fazer atividade física

Crédito: StockSnap
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Engana-se quem pensa que isso é um privilégio de quem pode pagar uma academia. Precisamos tirar da nossa cabeça que a atividade física é sinônimo de musculação e parar de encará-la como uma coisa maçante e que exige um sacrifício que não podemos realizar.

Se você for da trupe do clube fitness, já tem uma grande vantagem a seu favor! Se for avesso ao conceito de vida saudável, lembre-se que caminhar com fones de ouvido, andar de patins, bicicleta, skate, bicicleta, usar bambolês, pular corda e dançar, por exemplo, são coisas super divertidas e nas quais você muitas vezes nem percebe que está fazendo esforço. No YouTube, tem um galerê ensinando zumba e outros exercícios doidos com a mesma eficácia da Jane Fonda. Não despreze esse poder, pelo amor de Deus.

Como sempre gostei de dança, uso um espaço da minha casa pra relembrar exercícios e coreografias que fazia no passado, mesclar os movimentos com exercícios de expressão corporal que aprendi no teatro, fazer alongamentos, ioga e até meditação. Se você preferir, pode procurar aplicativos pra te auxiliar. Minha dica é o Runtastic, que mostra quantos quilômetros você caminhou/correu, quantas calorias perdeu e todo o seu progresso nesse processo; o Track Yoga, que oferece opções de algumas posições da modalidade e seus benefícios, que podem ser praticados em casa; e o Zen, que é um aplicativo fofo de meditação com áudio, frases e até sons ambiente para relaxar e dar aquela aliviada no estresse e na ansiedade.

6. Usar a tecnologia a seu favor

Crédito: Death To Stock
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Além dos cursos, e-books e aplicativos gratuitos, há várias formas de usar os pontos positivos da internet para se enriquecer física e mentalmente. Não faltam opções de youtubers e bloggers bacanudos que te ensinam a fazer várias coisas legais, como automaquiagem e até comidinhas maravilhosas (vou contar um segredo pra vocês: minha noção de pintar o rosto melhorou muito com os vídeos da Julia Petit e da Camila Coelho e eu virei um monstro cozinheiro ainda melhor do que já era depois de conhecer a Danielle Noce e a Isadora Becker). Ou seja: a tecnologia pode te inspirar de diversas formas a fazer coisas lindas na vida real.

Quando se fala de Netflix, tem uma galera que associa isso à imagem de folga. Mas o cinema é uma forma maravilhosa de aprender e enriquecer a mente, ainda mais com a quantidade enorme de séries boas e documentários que trazem muita informação pra sua vida – só não faça isso exclusivamente no seu dia a dia, por favor, porque tem uma prova gigantesca aí em cima de que a vida não é só isso.

Crédito: Death To Stock
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Em suma: quando eu e minha irmã nos deparamos com pessoas que dizem que ficar em casa é desesperador, a gente se lembra muito das horas que passamos estudando em casa, lendo livros, escrevendo posts no caderno e nos nossos sites, nos alimentando com informações de psicologia, literatura, moda, história, teatro… A gente se lembra das horas que passamos na cozinha fazendo doces, almoços e jantas maravilhosos.

A gente pensa nas horas que assistimos filmes e demos uma pausa pra nos exercitar, dar uma volta no quarteirão, ir até o SESC fazer oficina de teatro e costura, visitar pessoas que gostamos. A gente se lembra do cansaço insano que bate no corpo depois de uma faxina, na maneira como nos dedicamos pra deixar a casa arrumada, nos cursos online que fizemos, no montante de coisas que escrevemos no caderno, nos desenhos, ideias de decoração que pensamos, colagens de revistas que viraram capa de notebook e caderno, nos tutoriais de DIY que minha nossa: fizeram muito efeito. Isso sem falar nos trampos voluntários e nos freelas que a gente faz nesse meio tempo e nas milhões de ideias e planos que surgem do ócio criativo, que a gente logo transforma em wishlist e usa pra alimentar nossos sonhos.

Quando eu e ela escutamos que estar em casa é um descanso eterno, a gente só consegue pensar: misericórdia. Mas misericórdia mesmo…

Acessem: http://www.queridaasquini.com.br.

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