Cultura em São Paulo: um passeio pelo Museu Catavento

Parece um protótipo do Castelo Rá Tim Bum, mas é a construção histórica e imponente do Museu Catavento, que guarda experiências interativas voltadas para o ramo das ciências, como a física, a química e a biologia.

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Fachada do Museu (com minha amiga Kali fazendo participação haha) | Foto: Camila Honorato

Localizado no antigo Palácio das Indústrias, na região do Brás, em São Paulo, o museu transcende história em cada um dos tijolos que foram seu cenário. Construído durante treze anos, entre 1911 e 1924, o projeto arquitetônico do prédio foi idealizado pelo engenheiro Ramos de Azevedo. No segundo andar, atualmente, é possível ver fotos antigas do projeto original. Um mergulho no tempo em meio à tecnologia.

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Foto: Camila Honorato

A experiência começa nos jardins do museu, que guarda vagões de trens baseados no projeto ferroviário dos ingleses. Eles são originais e circulavam pela antiga ferrovia São Paulo Railway Company Limited, que ligava a cidade ao litoral. Nesse mesmo espaço, cercado por um gramado extenso e sempre muito ocupado por crianças, é possível realizar a primeira experiência científica, empurrando uma bola úmida de oito toneladas.

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Vagão original da antiga ferroviária de São Paulo | Foto: Camila Honorato

Dentro do museu, gigantesco e cheio de informações que promovem projetos educacionais, há quatro diferentes seções: Universo, Vida, Engenho e Sociedade. O primeiro foca em informações, imagens e experiências voltadas para o universo da astronomia (céu, galáxia, meteoritos), Sistema Solar (com uma nave interativa) e Planeta Terra, com seus biomas, relevos e paisagens terrestres. Minha parte favorita foi justamente a dos relevos, com a imitação de paisagens típicas, entre as geleiras do Pólo Norte, as florestas de coníferas da América do Norte até os Pampas que marcam o Rio Grande do sul e o Uruguai. Em todo o momento, é possível se deparar com maquetes.

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Réplica do Sol | Foto: Camila Honorato

Na parte Vida, é possível ver a parte evolutiva, com explicações acerca das teorias de Charles Darwin e exposições fixas sobre o corpo humano e seu funcionamento. Nessa parte, o que eu mais gostei foi de uma máquina olfativa, onde era possível brincar com diferentes cheiros e sentir suas diferentes representações, como madeira, rosas e até água da chuva. Sessões como as do borboletário, a de arte rupestre, árvore genealógica e árvore da vida são especiais: é necessário pegar uma fila para pegar ingressos antecipados e participar dos programas, sempre com a supervisão de monitores e com horários específicos.

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Engenhoca Olfativa, onde é possível brincar com diferentes aromas | Foto: Camila Honorato

O Engenho é onde estão concentradas as maiores experiências e, consequentemente, onde a criançada mais foca. É possível interagir com experimentos, voltados para o aprendizado em física, e outras coisas interessantes, como ilusão de óptica. É aqui que fica o electromagnetismo, onde os cabelos ficam totalmente em pé e geram aqueles risos intermináveis por parte dos visitantes. A parte de Som foi um encanto pra mim, já que sou tão apaixonada por música: tem tubos enormes de onde é possível ouvir a escala musical completa. No auditório, há peças antigas em perfeito estado de conservação, como uma caixa de música da Alemanha de 1870, uma parte do mecanismo original da torre do prédio, de 1923, e projetores de cinema da década de 1950. Se tiver tempo, reserve um horário para conhecer a sala do Lego.

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O setor de Engenho do museu, cheio de interatividade | Foto: Camila Honorato
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Experiências sonoras – e lindas! | Foto: Camila Honorato

Por fim, no segundo andar, com acesso feito através de uma enorme escadaria, fica a seção de Sociedade – pra mim, a mais fraca e mal abordada do museu. Há informações sobre nosso desenvolvimento e questões importantes da vida contemporânea, como o surgimento de novas doenças e o aquecimento global. Aqui, a parte mais importante é o investimento deles em conscientizar crianças a respeito da preservação do Planeta. No entanto, ainda falta muito para realmente encantar. O que vale, aqui, é a bela visão que se tem do prédio e de seu gramado.

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Até parece uma muralha! | Foto: Camila Honorato
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Visão do Borboletário e dos gramados a partir do segundo andar | Foto: Camila Honorato

De uma forma geral, é uma experiência prazerosa, sobretudo para pessoas apaixonadas por ciências, e crianças e adolescentes que querem complementar seu aprendizado na escola. Eu realmente me diverti e me distraí por aqui. O que resta, no entanto, é o Governo se conscientizar e investir na modernização de diversas instalações, que precisam de uma boa atualizada. Mas, no final, agrada bastante!

VAI LÁ:
Museu Catavento Cultural
Endereço: Av. Mercúrio, s/n, Pq. Dom Pedro II – Brás – São Paulo
Estação mais próxima: Metrô Dom Pedro II
Funcionamento: de Terça a Domingo, das 9h às 17h.
Entrada: R$ 6 (estudantes e idosos pagam meia). Grátis aos sábados.
Mais informações: (11) 3315-0051
Site: http://www.cataventocultural.org.br
Classificação: ♥♥♥♥ (Muito Bom)

 

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