Crítica Musical: Maroon 5 – Overexposed World Tour 2012

Um domingo cercado por ventos gelados, copos de cerveja e jovens histéricos. Durante o dia, conversas para espantar o tédio. Até o fim da tarde, um show surpresa, uma abertura e a atração da noite, que aumentou o volume das vozes que ocupavam a arena. Depois de desembarcar no Brasil em 2011 como atração de última hora do Rock in Rio (esta, por sinal, muito bem realizada), o Maroon 5 retornou ao país para uma série de shows da turnê Overexposed World Tour, que pousou em São Paulo no último domingo, na Arena Anhembi.

Para aquecer o corpo dos paulistanos depois de horas de espera, o evento Live Music Rocks, patrocinado pelo Terra em parceria com XYZ Live, levou ao palco o músico Xavier Colon, vencedor do reality show The Voice, no qual o vocalista Adam Levine foi jurado. A empolgação da plateia, curiosa para descobrir quem era o cantor que surgiu de última hora, veio bem no fim da apresentação com um cover de “Fix You”, do Coldplay. Logo em seguida, os britânicos do Keane agradaram ao apresentar hits conhecidos como “Everybody’s Changing”, “Is It Any Wonder” e “Somewhere Only We Know”. Foram aplaudidos e encantaram com a afinada voz do vocalista Tom Chaplin.

 

 

Crédito: Camila Honorato

No entanto, para um fã cheio de expectativa, nada como saciar a vontade de ver seus ídolos com um show bem executado. Ao subir ao palco com “Payphone”, o Maroon 5 enlouqueceu a plateia e manteve o ritmo apresentando um hit atrás de outro, tais como “Makes Me Wonder”, “Sunday Morning”, “Harder To Breathe”, “Wake Up Call”, entre outras. Baladas como “Won’t Go Home Without You” e “She Will Be Loved” acalmaram os nervos e arrancaram algumas lágrimas.

Alguns covers também fizeram parte do setlist da banda: em “Seven Nation Army”, do White Stripes, Adam trocou de lugar com o baterista Matt Flynn, enquanto o guitarrista James Valentine assumia os vocais – o que foi uma boa surpresa. Além dela, “Don’t You Want Me”, do The Human League, e “Sexy Back”, de Justin Timberlake, arrancaram uma performance sugestiva do vocalista que enlouqueceu a plateia feminina. Durante todo o show, Levine foi extremamente simpático em cima dos palcos, enquanto se mostrava confortável para fazer algumas gracinhas. Em uma delas, colocou duas camisetas entregues por fãs: uma da seleção brasileira e outra que o pedia em casamento. Tudo isso, infelizmente, sem se despir – o que desapontou os fãs que esperavam ver suas tatuagens de uma forma mais, hã, explícita. Em um dado momento, agradeceu o recorde de 30 mil ingressos esgotados em um mês, mantendo o sorriso e os gestos hiperativos.

Os pontos mais altos da noite, cantados em coro máximo e acompanhados por pulos animados do público, foram as conhecidíssimas “This Love”, “Stereo Hearts” e “Moves Like Jagger”, que encerrou a bela noite com chave de ouro e, como sempre acontece com uma boa apresentação, deixou aquele gostinho de “quero mais”.

Crédito: Camila Honorato

SET LIST COMPLETO:

1- Payphone
2- Makes Me Wonder
3- Lucky Strike
4- Sunday Morning
5- If I Never See Your Face Again
6- Wipe Your Eyes
7- Won’t Go Home Without You
8- Harder to Breathe
9- Wake Up Call
10- One More Night
11- Hands All Over
12- Misery
13- This Love

Bis
14- Seven Nation Army (cover The White Stripes)
15- She Will Be Loved
16- Stereo Hearts
17- Daylight
18- Don’t You Want Me / Sexy Back (cover The Human League e Justin Timberlake)
19- Moves Like Jagger

Avaliação Final: ♥♥♥♥ (Muito Bom)

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