Crítica de Cinema: “A Garota da Capa Vermelha” não é tão ruim quanto se imagina

É uma ótima pedida para quem quer ver filmes leves embaixo das cobertas num dia frio, tomando um café ou uma boa xícara de chocolate quente (mais um filme eleito para esse fim – sim, eu sou meio romântica). O filme foi bastante rejeitado pela crítica que, como sempre, usou termos pesados como “medíocre”, “catástrofe”, etc. Sinceramente: não vi motivo para tamanho alarde. Tá que o filme não é nenhuma obra-prima, mas parece que a crítica especializada insiste em esculachar filmes que seguem uma linha fantasiosa, obscura e romântica ao mesmo tempo. Mas honestamente: acho perseguição.

É certo que alguns filmes merecem ser “executados” verbalmente, mas eu questiono a competência dos críticos nesse caso: nenhum deles consegue eleger um filme “água com açúcar” para aqueles momentos em que você simplesmente quer ver uma coisa simples para passar o tempo. Tenho a absoluta certeza de que, caso alguém um dia lançasse esse desafio aos críticos, os filmes selecionados serão aqueles independentes malucos só para sustentar um título “cult” e manter uma certa postura profissional (não que eu não goste de filmes independentes malucos, muito pelo contrário: meu alfinete aqui tem outro alvo). Em suma, vamos à minha análise pessoal. E ressalto que ninguém é obrigado a concordar comigo…

Com um lobo como Shiloh Fernandez, quem é que corre? | Crédito: Divulgação
Com um lobo como Shiloh Fernandez, quem é que corre? | Crédito: Divulgação

O roteiro é simples: baseado no clássico conto de Charles Perrault (que tem não sei quantas versões diferentes, adaptadas para diferentes tipos de público), relata a história da “Chapéuzinho Vermelho” de uma forma meio sombria e sensual. A vila habitada pela personagem central (interpretada por Amanda Seyfried) é atormentada por um lobo-mau com o qual os moradores fizeram um trato, sacrificando animais a fim de poupar a vida dos habitantes da vila. Tudo corre bem até que o lobo mata a irmã da protagonista, que descobre a tragédia ao mesmo tempo que se vê noiva de Henry, um cara rico com pinta de certinho que, aos poucos, se torna um pouquinho mais interessante aos olhos femininos. No entanto, Valerie (salve, salve: Chapéuzinho tem um nome!) está apaixonada por Peter, seu amigo de infância que atrai qualquer olhar mal intencionado para si com aquele ar de mistério e obscuridade irresistível. A trama vai tomando um rumo legalzinho: os moradores se mostram assustados a ponto de pedir ajuda a um Padre que já teve uma experiência desagradável com um lobo e induz os moradores a não confiarem em ninguém.

É claro: tudo sobra pra mocinha, pois ela acaba conseguindo se comunicar com o lobo. Seu segredo é revelado por sua melhor amiga, visto que essa tenta salvar a pele do próprio irmão – alvo da crueldade desesperada da população. Confusa, a personagem sempre busca dentro dos olhos de cada habitante da vila uma semelhança com os olhos humanos vistos através do lobo, o que acaba levando a jovem a desconfiar de seu “amor”, com quem ela tem umas interessantes cenas sensuais acompanhadas pela frase “Eu podia devorar você”, que imediatamente faz com que todo mundo comece a pensar que ele é o lobo-mau.

Em suma: é um suspense leve, sensual e um pouquinho previsível, mas que toma uns rumos bacanas. Indico para uma tarde fria e despreocupada. E, principalmente, ao público feminino que quiser escolher entre o loirinho certinho interpretado por Max Irons; e o mistério e o perigo que sondam o personagem de Shiloh Fernandez.

Curiosidades:

Como eu queria ser Amanda nessa cena… | Crédito: Divulgação
  •  A diretora Catherine Hardwicke também dirigiu o primeiro filme da saga Crepúsculo. Dá pra notar a semelhança entre a fotografia de ambos, marcada por muitas árvores cercadas por um ambiente frio. A imagem meio “escura” dos dois filmes é muito parecida, o que me leva a pensar que essa é a especialidade de Catherine.
  •  O ator Shiloh Fernandez, o “lobo-mau” Peter do filme, foi um dos finalistas a concorrer pelo papel de Edward Cullen, o que me leva a pensar que pode ter sido uma forma da diretora se redimir criando um papel sedutor para ele, visto que o do vampiro acabou ficando com o inglês Robert Pattinson. Um pensamento: se Shiloh usasse a química que teve nas cenas com Amanda em cima de Kristen, talvez Crepúsculo ficasse mais interessante e sensual (eu acho, sim, a combinação Robert e Kristen fraca e fria demais). Enfim…

VAI LÁ:
A Garota da Capa Vermelha
Direção: Catherine Hardwicke
Avaliação Final: ♥♥♥ (Bom)

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2 Comments Add yours

  1. Estou com uma vontade de assistir esse filme,estão falando super bem.
    Glorinha e Rogerio Rinaldi
    Criadores do brinco Look do dia
    http://sbrincos.blogspot.com
    bjs.

    1. palavrasemvertigem says:

      É bem bonitinho, tipo Sessão da Tarde. E parabéns, os brincos são lindos! Beijos.

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