Poema: Sobre receios e indecisões

Eu posso ver a indecisão tomar conta dos seus olhos.
Posso sentir o medo da entrega se apossar da sua pele
Posso provar o gosto que vem dos seus lábios
Toda vez que eles se curvam trêmulos para me alcançar.

Eu sinto o receio vindo através de você
Da sua voz que sempre falha quando tenta justificar seus motivos.
Fecho meus olhos e mergulho num mar
Repleto de palavras confusas
Frases descabidas que só atrapalham
Minha compreensão do seu mundo.

Mas me diga: do que tem medo?
O que te impede de entregar-se para as coisas boas que te cercam?

Indecisive_by_amazing_equestrian
Crédito: Pluvialcm

Meu amor, não há razões para tamanho receio.
Pois todos estarão eternamente à mercê das mais variadas emoções:
Machucados cobertos por ataduras para logo depois haver a cicatrização.

Pense que, depois das tristezas, sempre haverão alegrias fortes
O bastante para te reerguer.
Que sempre há uma esperança no pequeno sopro
De felicidade encontrado no meio de tantas decepções.

Meu amor, não tema.
Pois viver intensamente supera tudo.
A vivência dos momentos te trarão
Recordações que sempre te farão crescer.

E no fim, se as coisas não acontecem
Da forma que você deseja, pare para pensar.
Pense que, depois dessa chuva, sempre terá alguém na sua porta.
Te esperando com um sorriso debaixo das grandes variações do arco-íris.
Não receie, meu amor, não tema.

Apenas: se entregue.

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