Crônica: Meus heróis morreram de overdose

Para muitos, essa frase pode soar extremamente clichê. Afinal de contas, quantas personalidades já não foram acometidas pela overdose? Sobretudo músicos, cuja genialidade muitas vezes está associada à perturbação?

Não que seja um pré-requisito: não é obrigação de nenhum roqueiro genial se envolver com drogas. Mas posso citar uma grande quantidade deles que se foram por causa desse triste envolvimento. A última notícia que recebi sobre a morte de um músico foi recebida com muito pesar: Mike Starr, baixista de uma das melhores bandas de todos os tempos (Alice in Chains – uma das mais memoráveis da era grunge), faleceu no dia 8 de março de 2011. A causa da morte mais provável foi a mistura de medicamentos, mas eu acho meio suspeito: Mike tinha problemas declarados com o vício em heroína, bem como o antigo vocalista da banda, Layne Staley, que morreu de overdose em 2004 através de uma mistura letal de cocaína e heroína. Sim, meus caros: esse é o segundo integrante original da banda que deixa esse mundo (medo!).

Andrew Wood, o boy andrógino do Mother Love Bone, nos deixou cedo demais... | Crédito: Divulgação
Andrew Wood, o boy andrógino do Mother Love Bone, nos deixou cedo demais… | Crédito: Divulgação

Mike já havia abandonado a banda há algum tempo, desde a turnê do disco “Dirt”. Seus problemas com heroína o levaram até o programa Celebrity Rehab with Dr. Drew, reality show que expõe as celebridades em recuperação, comportamento que foi muito criticado por seus ex-companheiros de banda. O colega de quarto de Starr afirma que o músico tomava metadona para inibir o vício em heroína. A mistura de metadona com medicamentos contra a ansiedade teria sido a fatalidade… Com isso, Starr entra para a lista de bons artistas que faleceram por causa da maldita overdose.

Só na era grunge (além de Starr e Staley) outros gênios partiram por causa do vício. Kurt Cobain (LINDO!), eterno líder do Nirvana, encontrou uma maneira bem particular de acabar com o vício em heroína entrando em uma overdose seguida de um tiro na cabeça;  Andrew Wood, vocalista do Mother Love Bone, morreu por causa da excessiva quantidade de heroína seguida de uma hemorragia cerebral (um desperdício grande, porque além de cantar muito, Andrew era um cabeludo bonito pra caralho). Acabou homenageado com maestria por Chris Cornell (vocalista do Soundgarden) e ex integrantes do Mother, que formaram o Temple of the Dog com o único propósito de dedicar as músicas compostas no projeto ao cara. O resultado disso foi uma obra prima, destacada pela belíssima Say Hello 2 Heaven e pelo dueto inesquecível de Cornell e Eddie Vedder em Hunger Strike. 

Apesar da morte precoce, Janis Joplin nos deixou um legado eterno de boa música | Crédito: Divulgação
Apesar da morte precoce, Janis Joplin nos deixou um legado eterno de boa música | Crédito: Divulgação

Isso pra não falar na quantidade de artistas que fecharam o ciclo nos mórbidos 27 anos. Além de Kurt Cobain, Janis Joplin (a voz feminina mais linda que já ouvi – dificilmente alguém vai ocupar esse posto além dela), Jimmi Hendrix (um dos guitarristas mais FODAS da história), Jim Morrison (outro desperdício de voz e beleza – não tem como negar o tanto que o cara era lindo), entre outros. Elvis Presley (sem mitos, por favor), Sid Vicious (GOD SAVE… YOU!), e muitos outros entram para o ciclo. Eu obviamente esqueci de muitos nomes importantes, mas vou ter que parar o post por aqui, porque estou ficando deprimida só de escrever sobre o assunto…

O que dá pra fazer agora: homenagear esses monstros com uma boa overdose… de música boa!

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