Crítica de cinema: “Cisne Negro” tem boa trama de terror psicológico

Fazia um bom tempo que eu tinha assistido esse filme e estava pra fazer minha própria crítica sobre ele. O problema é que sempre me faltava inspiração e até um pouco de tempo pra sentar e deixar as palavras fluírem na livre análise desse longa…

Então, vamos ao que interessa: como uma fascinada por balé (pratiquei quando criança e há alguns meses atrás) me senti na obrigação de conferir de perto a trama inspirada no clássico “O Lago dos Cisnes”. Toda a beleza da dança está lá, bem como a pressão física e psicológica das bailarinas profissionais, que se esgotam pra conseguir um papel importante em cima dos palcos. É exatamente o que acontece com Nina (personagem interpretado com maestria por Natalie Portman), uma jovem que inspira delicadeza e se vê à frente do desafio de encarar uma nova faceta de si mesma para conseguir dançar o ato do Cisne Negro, algo que exige muito mais esforço.

Em "Cisne Negro", Natalie Portman se supera como atriz | Crédito: Divulgação
Em “Cisne Negro”, Natalie Portman se supera como atriz | Crédito: Divulgação

O professor de balé (Vincent Cassel, sempre sexy e impecável) se aproxima muito de Nina para tentar fazer com que ela descubra essa face mais obscura. Provoca, desafia a jovem a se descobrir sexualmente para deixar o cisne negro aflorar em sua pele (a cena do “abre a boca” é mais sensual e erótica do que muitas cenas mais explícitas por aí…).

É possível enxergar todos os problemas e conflitos enfrentados por mulheres da vida real, sejam elas bailarinas ou não. A pressão sofrida pela personagem nos ensaios desencadeia num desgaste físico e psicológico, no qual ela se vê tendo alucinações, sofrendo de anorexia, bulimia e auto-mutilação. É admirável como essas cenas se confundem com a transformação do cisne negro…

Além do icônico beijo com Mila Kunis, Natalie Portman tem ótima química em cena com Vincent Cassel | Crédito: Divulgação
Além do icônico beijo com Mila Kunis, Natalie Portman tem ótima química em cena com Vincent Cassel | Crédito: Divulgação

Outro problema sofrido pela personagem é o sentimento de ameaça por parte da colega (Mila Kunis linda, linda), com medo de que esta roube seu título de estrela principal. O envolvimento das duas (na comentada cena lésbica) me confundiu um pouco, pra logo depois entender a sacada – e gostar muito. A relação com a mãe (Barbara Hershey), uma ex-bailarina frustrada que a trata como uma criança, também não ajuda. E eis mais um obstáculo na vida dela…

Dentre todos os aspectos citados, sem dúvida o que mais me surpreendeu foi a atuação de Natalie Portman. Achei digno que levasse mesmo a estatueta do Oscar pra casa, pois tudo o que eu conseguia imaginar era a pressão que a própria atriz sentiu na pele ao interpretar esse personagem forte, ensaiando exaustivamente e até se machucando durante as filmagens.
O filme superou todas as expectativas e ainda me trouxe essa belíssima dança aos meus olhos. Ou seja: vale a pena!

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